quinta-feira, 6 de março de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
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Letra para um hino
É possível falar sem um nó na garganta
É possível amar sem que venham proibir
É possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
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É possível andar sem olhar para o chão
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
Se te apetece dizer não grita comigo: não.
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É possível viver de outro modo.
É possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
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Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre, livre, livre.
Manuel Alegre
Dia 8 de Março é dia das mulheres mas acima de tudo é DIA DE LUTA pelo nosso descontentamento!
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Os professores nunca têm razão...
Se é jovem, não tem experiência;
Se é velho, está ultrapassado;
Se não tem carro, é um coitado;
Se tem carro, chora de barriga cheia.
Se fala em voz alta, grita;
Se fala em tom normal, ninguém o ouve;
Se nunca falta às aulas, é parvo;
Se falta, é um «turista».
Se conversa com outros professores, está a dizer mal do Sistema;
Se não conversa, é um desligado.
Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos;
Se não dá, não prepara os alunos.
Se brinca com a turma, é palhaço;
Se não brinca, é um chato.
Se chama a atenção, é um autoritário;
Se não chama, não se sabe impor.
Se o teste é longo, não dá tempo nenhum;
Se o teste é curto, tira a oportunidade aos alunos bons;
Se escreve muito, não explica;
Se explica muito, o caderno não tem nada.
Se fala correctamente, ninguém entende patavina;
Se usa a linguagem do aluno, não tem vocabulário.
Se o aluno reprova, é perseguição;
Se o aluno passa, o professor facilitou.
É verdade, os professores nunca têm razão!
Mas se conseguiu ler tudo até aqui,
agradeça-lhes a eles!!!
Texto retirado do
Centro de Formação da Associação de Escolas
do Conselho de Vila Franca de Xira
Quando a inspiração falha a um português, é de estranhar...
Estamos realmente presos a tantos ses...
Se... conseguirmos leccionar os anos que nos faltam
Se...passarmos para o regime de monodocência no 2º ciclo
Se... para isso eu tiver que traçar linhas e fazer cambalhotas
..Se...
.....Se...
........Se...
...........Se conseguirmos mudar Portugal!
Musicallis
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terça-feira, fevereiro 12, 2008
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Vida de professor em imagens

Começar uma carreira no ensino, é sinal de viagem...
Porque protestam?
«Vá para fora cá dentro»
Corre-se o país de lés a lés
andando com a
A família que fique por aí...
Professores deitam fumo..
. ficam com os cabelos em pé!
Mas a maioria dos alunos retribui...
e a comunidade também...

Professor, sem tempo para a família, trabalha mais e por mais anos...
tantos anos que faz dos seus alunos, seus netinhos...
E vai vivendo, envelhecendo, relatórios e planificações escrevendo...

Um dia, quem sabe se não será mesmo numa sala de aula, em frente aos seus alunos /netos, o professor acaba assim.
FIM
História dramática, de quem começou cedo demais a dar aulas e agora, tarde de mais para enveredar por uma outra carreira, espera até aos sessenta e cinco anos...
Esperem, esqueci-me, uma vez que a longevidade está a chegar, talvez espere até aos setenta ou mesmo oitenta. Quem sabe?
MUSICALLIS
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
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AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Agora que o ano começa,
E para que comece bem,
Vou fazer uma promessa
Ao meu pai e à minha mãe:
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Cumprirei os cem por cento do meu serviço lectivo,
Os mui nobres objectivos do apoio educativo,
O serviço não lectivo, sempre de olho bem vivo,
Para ter pontuação máxima do conselho executivo.
Serei a melhor a melhorar, os resultados de alunos,
E nunca mais dormirei, se isso significar, provar por A+B
Que sou eu quem mais consegue abandonos evitar.
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E ainda, coisa pouca, vou participar que nem louca,
Na vida do agrupamento, actividades e festas,
Projectos curriculares, extracurriculares,
Tudo o que me ordenem chefes e titulares,
Andarei em roda-viva, somando pontos à toa,
Não quero que nada me escape, que eu cá sou muito boa
E bem pouco dada a ais,
Quando defino e cumpro objectivos pessoais.
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Serei moça empenhada,
Cheia de qualidade na minha participação,
E não haverá nenhum chefe
Que não repare em mim e em toda esta dedicação.
Já nos órgãos de gestão, estruturas de orientação,
Função de avaliador, de mestre coordenador, pontitos não posso ter...
Não quis ser titular e portanto por aí, não há nada a fazer
Mas livro-me, sim senhor, de ser bem investigada,
Com pormenor e rigor, pelo senhor inspector.
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Promessas p’rá formação, não sei se as posso fazer,
Com o trabalho do mestrado não me sobra qualquer tempo,
Mesmo que durma pouco e ande sempre a correr...
Mas tentarei, ind’assim, ter máxima pontuação,
Na avaliação de projectos, dos de investigação,
Cheios de inovação da coisa educativa,
Que eu por mais que me sufoquem,
Esbracejo e venho à tona, tentando ser criativa.
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Prometo relacionar-me, com toda a cordialidade,
Com todos e mais alguns, escola e comunidade,
Ter sempre o máximo dos pontos, sorrir a sérios e tontos,
Desenvolver contra a náusea, toda a minha imunidade.
E preparar, organizar, realizar as actividades lectivas,
Para que o chefe me dê, sempre sem hesitar,
Os quatro máximos pontos,
Seja qual for o parâmetro que esteja a considerar,
Cumprir objectivos, programas, tudo correcto sem falhas,
Disfarçando bem as gralhas,
Usar muitos materiais,
Ter em ordem dossiers e estimular tudo mais,
Mesmo agora sem ter tempo para as aulas preparar.
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E para ele me pontuar, maximizando o número,
A relação pedagógica, nas aulas que for visitar,
E se convencer também que sou boa a avaliar,
Recorrerei ao açúcar, chocolates, rebuçados,
Gelados e mais recompensas, promessas e ameaças,
Feitiços e outras graças que eu não sou de brincadeiras,
Ou bem que os miúdos ajudam, p’ra ninguém me mal grelhar,
Ou bem que se fritam eles se não querem ajudar.
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E na auto-avaliação direi o melhor de mim
Que se a gente não se amar,
Quem de nós irá gostar tanto, tanto, tanto assim?
No fim de tudo isto, se não garantir um excelente,
Porque não há lugar na cota e é inconveniente,
Morderei de novo a raiva, farei um sorriso contente
Será melhor prevenir, despeço-me por mais dois anos,
Na esperança do que há-de vir,
Que a coisa definhe e morra de enfarte e estupidez
E que eu sobreviva à dita,
Sem ter ferido o amor que aqui me trouxe e me fez.
De alma e coração, acordada e alerta,
Contra todos os absurdos, sem me vergar com a dor
Defender com toda a força,
A coisa séria que é isto de ser professor.
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Agora que o ano começa,
E para que comece bem,
Vou fazer uma promessa
Ao meu pai e à minha mãe:
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Prometo ser forte e lutar para que o pesadelo descrito
Não me afogue a inteligência,
Não me contamine o corpo,
Não me deforme o sorriso,
Nem me impeça de sonhar...
Teresa Martinho Marques
in Correio da Educação N.º 320 07 de Janeiro de 2008 http://www.asa.pt/CE/
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
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VIDA DE PROFESSOR
Faço projectos, planos, planificações;
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domingo, 27 de janeiro de 2008
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Porque o Entrudo vem aí...
Já devem ter reparado que começo a pensar cedo demais, nas quadras que se avizinham. É o caso da próxima, estamos a menos de um mês do Carnaval, e a pedido de uma amiga chamada Papoila, lá vai um poema, não de minha autoria mas que ilustra a quadra.

Exausto, quieto,
Autor desconhecido
Porque não, dedicá-lo às novas ideias de alguns igualmente idiotas...
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quarta-feira, janeiro 02, 2008
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Para você ganhar belíssimo Ano Novo
Não precisa fazer lista de boas intenções
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,
Carlos Drummond de Andrade
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Quatro velas estavam queimando calmamente.
Baixinho e triste, a terceira vela se manifestou:
«Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem pensar nelas próprias, esquecem-se até daqueles à sua volta que os amam.»
E sem esperar apagou-se.
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De repente... entrou uma criança e viu as três velas apagadas.
« Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim.»
Dizendo isso começou a chorar.
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Então a quarta vela falou:
« Não tenhas medo criança. Enquanto eu queimar, podemos acender as outras velas. Eu sou a Esperança.»
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A criança com os olhos brilhantes, pegou a vela que restava e acendeu todas as outras...
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segunda-feira, dezembro 31, 2007
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Um Novo Ano repleto de felicidade para todos!
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Prepare uma forma do tamanho do mundo.
Nota:
Faça questão de procurar bem todos os ingredientes, alguns parecem estar esgotados mas com paciência e persistência, conseguirá encontrá-los.

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sexta-feira, dezembro 21, 2007
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Um novo Natal
Ainda dizem que os alunos não querem saber...
Não dizemos quantos... mas são muitos os que realmente levam tudo na desportiva, não trabalham e não deixam trabalhar.
Valha-nos a diferença, alguns não são assim e por esses alguns vale a pena continuar.
Apresento-vos um trabalho feito pela minha direcção de turma numa aula de Formação Cívica. É claro que precisei dar um empurrão.
Neste Natal eu gostaria
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
Poema de Natal - para os nossos, que brilham no céu em forma de estrela
Vinicius de Moraes
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terça-feira, novembro 27, 2007
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Uma noite diferente... NATAL!
A minha profissão obriga-me a pensar no Natal um pouco mais cedo que os outros, com os preparativos para a Festa de Natal da escola e consequente actuação do grupo coral e instrumental.
Assim sendo, já só penso em Natal...
Mas Natal devia ser sinónimo de amor, amor verdadeiro, sobretudo pelo próximo...
Recosto-me num banco de jardim e recordo...
Deixo a minha modesta homenagem aqueles que, por reveses da vida, estão sós!
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quinta-feira, novembro 08, 2007
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