quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Teimosamente...


Destapei a caneta
Mas ela, teimosamente
Não corria como eu
Tudo girava à minha volta
As ideias e as lembranças
Rodopiavam
Mas ela, teimosamente
Não corria como eu
Gostaria de saber um dia
Porque armazeno tanta coisa
Dentro de mim
Poderia…
E sei mesmo que seria
Mais feliz
Mas nunca consigo dizer
Tudo aquilo que penso e sinto
Guardo tudo, guardo demais
Pouco tempo depois, arrependo-me
De calar os pensamentos
De calar os sentimentos
De calar uma parte de mim
Mas…
Mesmo agora que estou
Mais uma vez, só…
Enfrentando apenas o papel
Destapei a caneta
E ela, teimosamente
Não correu como eu.
MUSICALLIS

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Comparação











O nascer de um novo dia
Bem se pode comparar
Ao nascer de uma vida
Com um novo ser a gritar.


Nasce o sol, rasgando o céu
Começa o dia a aparecer
Nasce um ser ecoando alto

Num momento, o prazer.


Cresce o dia, cresce a vida
Estão as horas a passar
Aproveitem-nos muito bem
O final está a chegar.


Quando menos esperamos
Falta pouco para viver
O dia acaba depressa
A vida passa a correr.



O sol põe-se, acaba o dia
A noite está-se a aproximar
O entardecer da vida é belo
Se o soubermos aproveitar.



O dia passa por nós
Trazendo beleza e emoção
A vida a todos trás
Sabedoria e compreensão.


Assim sendo só nos resta
Ter vivido em plenitude
Acompanhando o crescer do dia
De bébé à juventude.



A recta final é bela
Com estrelas no céu a brilhar
A vida está a chegar ao fim
Estamos mesmo a acabar.



Que não sejamos esquecidos

Para todo o sempre, jamais

Acordemos para a vida com o dia

Para não vivermos tarde demais.

MUSICALLIS

Deixar voar o pensamento





































Como é fácil viajar
E todos os lugares visitar
Basta apenas neles pensar
Fechar os olhos e imaginar
Deixar voar o pensamento
Libertando-o com o vento.
.
Dando asas à imaginação
As imagens guardo-as na mão
Apertando-as bem junto do meu coração
Os olhos saltitam de emoção
E sem deixar de voar lamento,
Não ser livre como o vento.
.
Lugares belos visitei
Por longos caminhos andei
Em jardins e museus passeei
Com tantos lugares sonhei...
Afinal na minha sala me sento
E já não tenho mais alento.
.
Estou cansada de voar
E de tantas belezas visitar
Sem sair do mesmo lugar.
Como eu queria puder voar...
Afinal, só, por aqui fiquei
A lugar nenhum fui e, acordei!
MUSICALLIS

domingo, 26 de agosto de 2007

Vida de pescador





MUSICALLIS

Bailado de sombras

Por onde passei neste tempo de férias...

Lugares que visitei, as imagens que guardei!




Raios de luz cintilando

Entre folhas a baloiçar

Verde prata, brisa ondulante

Num entardecer a aproximar.

.
Que bailado tão singelo

Provoca o vento ao passar

Invento imagens, viajo nelas

Olhando as folhas a dançar.

.

Aromas da Natureza

Que embriagam de paixão

Trazem calma, calor, beleza

E afagam meu coração.

.

Pinceladas de mil cores

Vêm o céu transformar

Alterando o azul celeste

O crepúsculo está a chegar.

.

Momentos de rara beleza

Fazem-me o céu admirar

Azul, laranja avermelhado

A luz do dia está a acabar.

.

As sombras avermelhadas

Ficam guardadas no coração

Num dia cinzento as vou recordar

Relembrando-as com emoção.

MUSICALLIS

terça-feira, 21 de agosto de 2007

viagem

Porque por vezes me sinto assim: Ilha perdida...



Parto para o mar

como vela sem destino

balança de infinito

à procura de um fim!

Horas de náufrago

Onde nem sequer a

Palmeira

Sacia esta ânsia de verde!

Aprendi

Com a Ilha cresci

E sem saber

Onde o meu espírito

poisa

E o destino termina

Sou alga do mar

Sou quebrada perdida

Ilha

A procura de mim!



António Manuel de Castro, in Viagem no Amor Iniversal
imagem retirada da net

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O entardecer da vida

É tarde...
Talvez não, tarde porquê?
O tempo passa por ti
Por todos nós
Mas, entardecer em nós a vida?
Não, isso não!
O tempo passa por ti
Por todos nós
Mas não te deixes envelhecer
Continua jovem
O entardecer da vida acontece
O cabelo branqueia
O corpo fica cansado
Trocas mesmo a rapidez
Pelo passo menos acelerado
Mas só envelheces se quiseres
Continua jovem, sorri à vida
Mesmo que vejas uma e outra ruga
Aceita a vida, o progresso
Mantém-te a par da evolução
O tempo passa por ti
Por todos nós
Mas não deixes entardecer a vida
Vive-a, jovem, até ao fim.
MUSICALLIS

domingo, 5 de agosto de 2007

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Grades, cruéis barras de ferro...






Grades
Cruéis barras de ferro
Que separam a vida em duas partes
A vida vivida, a vida sonhada

Grades
Cruéis barras de ferro
Que prendem a vida
Daqueles que não a souberam viver!

Grades
Cruéis barras de ferro
Que marcam os erros
Que lembram as imprudências
Que fazem doer.

Grades
Cruéis barras de ferro
Que marcam as falhas
Que lembram as injustiças
Cometidas por muitos de nós.

Grades
Cruéis barras de ferro
Há quem estando livre
Mereça estar do lado de lá
Do lado onde passam os anos
Mas não passa a vida.

Grades
Cruéis barras de ferro
Que marcam a vida
Uma vida feita de sonho
Uma ilusão, um desejo de futuro
Esperança na vida
Que poderá ser retomada
Mas nunca onde se parou...

Grades
Cruéis barras de ferro
Que separam da vida...
Os vivos.

MUSICALLIS

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Que vida...


Que vida nós levamos
A correr de dia em dia
Porque o hoje é sempre curto
E o amanhã se aproxima.
Uma corrida contra o tempo
E contra a própria vida
Vida que é só uma
Sem hipótese de a tornarmos a viver.
Perdemos tempo
Com coisas inúteis
Não dando importância
Ao que de belo existe
Uma corrida contra o tempo
Contra a própria vida.
E na vida, onde estão as coisas belas
Com as quais gostaria de viver?
Olhando em redor,
A azáfama é tanta...
As pessoas, não têm tempo para elas
Nem para os que as rodeiam
Não têm tempo para olhar
Falar, acarinhar, amar.
A azáfama é tanta...
e eu, sinto-me só...
Correndo contra o tempo
E contra a própria vida
Vida que é minha
A vida que me é possível ter
No mundo em que vivemos
Mas que puderia ser outra
(e eu gostaria)
Num outro tempo
Num outro espaço
Ou apenas
Se tivesse coragem para mudar!

MUSICALLIS

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

URGENTE NESTA VIDA...


Urgente nesta vida
É vivê-la intensamente
Dia-a-dia, hora a hora
É saber aproveitar
Tudo o que de belo existe

Urgente nesta vida
É esquecer os momentos maus
Senão esquecer...
Pelo menos minimizá-los.

Urgente nesta vida
É valorizar o belo
Valorizar o que de bom
Nos acontece, por pouco que seja.

Urgente nesta vida
É aproveitar uma mão amiga
Uma mão que esticada para nós
Represente amparo, apoio
Segurança no amanhã.

Urgente nesta vida
É amar e ser amado
Dar-mo-nos a alguém
Sem restrições...
Libertarmo-nos de obstáculos
Vencendo barreiras
Reais ou imaginárias
Lutar por melhores dias.

Urgente nesta vida
É a paz, o amor
A confiança, a amizade
Um gesto, uma ternura

Urgente nesta vida
É vivê-la sendo feliz!
MUSICALLIS

segunda-feira, 30 de julho de 2007

domingo, 29 de julho de 2007

Gostar de alguém...

Fizeste-me recuar no tempo...
Voltei uns longos anos atrás...
Recordei sonhos e conversas...
Olhares e ilusões...
E aqui vai...
...uma homenagem a esses velhos tempos!Que tormento é amar
Amar sem receber
Que tormento é gostar
Gostar de ter e não puder...
Gostar de alguém
Que ame tanto como eu
Amar sem receber
É triste e faz sofrer
Quando estás perto de mim
É bom e consigo esquecer
Mas quando te afastas, amor
É triste não te acompanhar
Não te puder tocar
Não puder dizer-te como te amo.
É triste dizer:
"Adeus amigo, obrigada pela amizade,
pelo carinho
pela atenção que me dedicas..."
Adeus amigo...em vez de Adeus amor.
Musicallis

Apenas por duas semanas...

De regresso às minhas duas casas...
Obrigada Desafinada por me manteres a casa arrumada... e arejada.
A real esteve fechada mas é na virtual que o sonho subsiste...
Musicallis

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Vem!

(foto de: Poetaeusou)

Vem, amor!

Não vou levar à risca

Esta razão

Que te condena...

Os seres não seguem uma só linha

E nem todas as verdades são sozinhas!

És egoista, eu sei...

Mas dás-me a esperança

Que seres altruístas

Não souberam ou puderam

E eu, nem sempre darei tudo!

Por isso amor, vem...

Dá-me o pouco

Que a tua razão não estude...

O que estiver no coração

E sair puro!

Vem, amor...

Não vou levar à risca

Esta razão

Que te condena!


António Manuel de Castro, in Viagem no Amor Universal


Um miminho para tia amiga... fico esperando que postes as papoilas.

domingo, 15 de julho de 2007

sexta-feira, 13 de julho de 2007

A VIDA GIRA, RODOPIA



Tudo gira à minha volta
A vida gira, rodopia
num movimento constante
que desejo muitas vezes
não ter que acompanhar
Mas a vida gira, rodopia...
Seria bom que os ventos
Fossem sempre favoráveis, mas não!...
Quantos remoinhos nos cercam,
esperando que com um passo em falso
sejamos sugados pelos males
que nos cercam e que nos arrastam
de precipício em precipício.
Tudo gira à minha volta,
a vida gira, rodopia
num movimento constante
mas sempre perto de nós
há um obstáculo, uma barreira,
um limite intransponível
que nos faz recuar, temer o futuro
porque o futuro é, no fundo, uma ilusão
O passado, esse sim
tenho-o presente
mas o futuro, não sei o que trará
O medo não nos pode fazer parar
porque afinal o futuro é vida,
a vida que temos para viver
e, na vida que nos resta,
resta-nos não nos refugiarmos
resta-nos encarar bem de frente
o movimento constante
que desejamos muitas vezes
não ter de acompanhar
Mas resta-nos acompanhá-lo
resta-nos viver tentando transpor
os obstáculos que se nos deparam
vencer barreiras e derrubar os limites
porque afinal a vida gira, rodopia
mas é a nossa vida e por isso
só nos resta vivê-la, procurando ser feliz.
MUSICALLIS

quarta-feira, 11 de julho de 2007


A RAZÃO DA MINHA EXISTÊNCIA...

É difícil entender os outros
por muito que me esforce
há razões que não entendo
talvez por não corresponderem
à razão da minha existência
porque a minha maneira de encarar a vida
não é igual à de tantos outros.
Mas, nos pontos fulcrais
em que as reacções se esperam iguais...
pelo bom senso, pela igualdade dos factos
pela semelhança dos seres...
em certos pontos, quando esperamos
que tudo se acerte, que os desejos coincidam
que os factos se consumem...
Afinal, volta a diferença
até mesmo entre aqueles que se achavam iguais
unidos por vários laços.
Volta a diferença
volta a incompreensão
volta a dificuldade de entender
até mesmo aqueles que viviam em mim
comunhando os mesmos ideais
a mesma vontade, a mesma vida.
Volta a diferença
deixando tudo de corresponder
À minha razão de existir.
Por isso cada vez mais as pessoas se isolam
afastam-se umas das outras
reagindo como alguns animais
vivendo sós, sempre que possível
aproximando-se apenas
não pelo afecto ou amor
mas pelas necessidades físicas
necessidades, carências, exibição
ou simples satisfação pessoal.
Por isso, cada vez mais
É-me difícil entender os outros
volto-me e...estou só!
Mas não fui eu que me afastei...
A razão da minha existência
continua e continuará a ser
o amor, a paz e a compreensão
porque sonho e não deixo morrer a esperança.
-
Musicallis